terça-feira, 4 de junho de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
EXPOSIÇÃO: TRAJETÓRIA MUSICAL FELA KUTI - O Design Gráfico dos LP'S
Museu Afro Brasil - São Paulo
41 capas de discos da trajetória musical de Fela Kuti serão expostas no Museu Afro Brasil a partir de 18 de maio.
As capas de disco revelam a Nigéria dos anos 70 e 80, sua música e protestos, além da criação gráfica de Fela Kuti e de Lemmi, artista nigeriano que traduziu o conceito musical de Fela graficamente.
Exposição: “Fela Kuti. A gráfica dos discos”
Abertura dia 18/05/13 – 13h
Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera - Portão 10
São Paulo / SP - Brasil - 04094 050
Fone: 55 11 3320 8900
http://www.museuafrobrasil.org.br/
13 de Maio: UMA DATA QUE NOS JOGOU AO LÉU
13 DE MAIO, UMA DATA QUE NOS JOGOU AO LÉU
Por Luiz de Jesus
Por mais de três séculos, o negro escravizado impulsionou a economia e serviu de base à pirâmide social brasileira; durante esse período, reações individuais e coletivas - os levantes - representaram a outra face das relações entre senhores e escravos no Brasil. Humilhação ou revolta - a dominação teve limites preciosos durante praticamente todo o período colonial.
Só no final do século XVIII, quando as idéias dos liberais europeus passaram a ser difundidas entre nós, é que se começou efetivamente a considerar a possibilidade da extinção do cativeiro.Tornaram-se comuns as grandes manifestações de rua. Repetiam-se as passeatas e comícios onde a palavra de ordem era a frase de José do Patrocínio: "A propriedade do escravo é um roubo" Finalmente, em 1888, os antiescravistas conquistaram a maioria no Parlamento.
Refletindo a nova correlação de forças, a 7 de maio de 1888 o Congresso aprovava, por imensa maioria, um projeto de lei com o seguinte texto: "Artigo 1 ° . É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Artigo 2° . Revogam-se as disposições em contrário".
Assinado a 13 de maio pela regente do trono, Princesa Isabel, o projeto transformou-se na Lei Áurea. Entretanto, ao contrário do que se esperava, a abolição não significou a emancipação efetiva da população escravizada.
Sem medidas institucionais que promovessem sua integração à sociedade, os negros foram entregues à própria sorte. Desprotegidos e discriminados, acabaram engrossando os contingentes marginalizados que se aglomeravam na periferia das grandes cidades.
(Poesia de Luiz de Jesus)
Sou negro, sou alma, sou vida
Sou fruto da semente germinada
Cultivada e regada
Com lágrimas sofridas
Sou negro, sou esperança, sou história
Sinônimo de raça
Expressão de graça
Símbolo de glória
Sou gen de uma raça
Que tentaram extinguir
Contra o vírus do racismo
Lutei e estou aqui
Sou negro, sou fato, sou um ser
Tenho alma, sou humano
Frustrei todos os planos
De tentar me dissolver
Não sou uma pele negra
Nem tão pouco uma cor
Sou negro, sou gente
Que ama e quer amor
Como negro que sou
Trago marcas do passado
Mas deixo marcas no presente
Me projeto pro futuro, me libertando das correntes
Há quem diga
Que o tronco, a senzala
Hoje é memorial
Navio negreiro, foi um transporte infernal
Sou um negro, no tronco da demagogia
Levando chibatadas de hipocrisia
Preso na senzala da indiferença
E transportado no navio da ofensa
Sou um negro, atrás da minha liberdade
Sou crioulo, sou um negro de verdade
Negro soul
"E se o lutar de hoje não apresentar luz a liberdade e a igualdade, pelo menos temos que deixar acesa aos nossos descendentes o iluminar da luta que Zumbi iniciou. Temos que ter consciência......e que ela não deve ser apenas Consciência Negra, mas sim ser uma Consciência Humana, Diária e Contínua. Pois o ser humano não se faz pela cor da sua pele, e sim, através de um caráter irrepreensível construído sobre o forte fundamento da família, da sua história e da educação".
MÃE ...
A Mãe é ouro, o Pai é vidro." diz um ditado Yorubá.
O papel da mãe é extremamente importante dentro da sociedade africana. O papel feminino se baseia em torno da idéia de que a mulher em princípio pode e deve gerar filhos. A forma que utilizar para cuidar dos seus filhos demonstrará a todos, a sua paciência, gentileza, suavidade e persistência, e com esta atitude, formará um estreito relacionamento com os seus filhos, o que terminará por proporcionar um forte laço maternal nessa cultura.
O Ashanti considera o vínculo entre mãe e filho como a pedra angular de todas as relações sociais. Eles consideram-na como uma relação moral que é absolutamente obrigatória. Uma mulher Ashanti não mede o trabalho que faz por seus filhos. Especialmente para os alimentar, vestir e educa-los, ela trabalha duro. Ela às vezes até aborrece o marido para certificar-se de que ele realiza fielmente os seus deveres como guardião legal da criança. Nenhum trabalho é demasiado exagerado para uma mãe Ashanti realizar, ela em contra-partida, exige de seus filhos a obediência e o respeito afetuoso. Nessa sociedade, mostrar qualquer desrespeito a uma mãe é o equivalente a cometer um sacrilégio.Fonte: - Amadiume, Ifi. Re-Inventing Africa: Matriarchy, religion and culture.
Yalodê Originalidades Nagô
quinta-feira, 4 de abril de 2013
"NOSOTROS, AFROPERUANOS" - DOCUMENTÁRIO & PALESTRA
O documentário apresenta alguns aspectos da realidade da população afrodescendente no Peru, através de um breve panorama histórico e cultural e traz à luz o trabalho de instituições e pessoas que atuam em favor da democratização dos direitos de cidadania dos afro-peruanos. Foram entrevistados ativistas sociais, professores, artistas, pesquisadores e moradores de Lima, Cañete, El Carmen, cidades marcadas pela grande presença de descendentes de africanos.
Ficha técnica
Direção e Produção: Gabriela Watson e Danielle Almeida
Danielle Almeida
Roteiro e Edição: Gabriela Watson
Consultoria de Edição: Renato Candido
Finalização: Caio Lamas
Ilustrações e diagramação: Marcozx
Apoio Local (Perú): Elio Yactayo, Martin Saenz, Marcos
Guevara Flores, Johan Cadillo, Laura Ysabel Sanches, Sayuri
Huanca Orrego
Produção: AfroInca Produções e Coletivo de Arte e Pesquisa
NSOROMA
Apoio: PSS – PretoSoulSim, Coletivo TudoJunto Som e VídeoTrilha Sonora: Oru, CD Unicroma/Lundu Producciones e
Coletivo NSOROMA
Debate: Prof.Doutor Júlio Moracen(Unifesp) e Gabriela Watson e Danelle Alemeida
Mais informações: www.gabrielawatson.blogspot.com
E-mail:gabrielawatson@hotmail.com
55 11 96558-1651
Fonte: http://www.kultafro.com.br/2013/04/nosotros-afroperuanos-documentario-e-palestra/
DISQUE RACISMO - DISTRITO FEDERAL
Disque Racismo é lançado no DF.
Serviço será usado para combater a discriminação racial, religiosa e étnica
20-03-2013 - A população do Distrito Federal conta, a partir de hoje, com o Disque Racismo. O serviço, lançado pelo GDF, receberá denúncias contra discriminação racial e religiosa pelo telefone 156, opção 7. O objetivo é incentivar as vítimas a registrarem as ocorrências e, com isso, ampliar o trabalho de enfrentamento ao crime.
Com a iniciativa, o DF se torna uma das poucas unidades da Federação a oferecer esse serviço, a exemplo do Rio de Janeiro e de São Paulo. “O racismo ocorre em todos os lugares. Na capital do país, que representa a diversidade brasileira, jamais poderemos admitir qualquer tipo de discriminação racial e intolerância religiosa”, afirmou o governador Agnelo Queiroz.
Sob a coordenação da Ouvidoria da Igualdade Racial, da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial (Sepir-DF), o Disque Racismo protegerá os direitos da população negra, indígena, quilombola e cigana. “Queremos que mais pessoas denunciem e ampliem nossa base de dados para o aperfeiçoamento das políticas públicas do governo”, destacou o secretário Especial de Promoção da Igualdade Racial, Viridiano Custódio.
De acordo com os dados da pesquisa Perfil do Negro no DF, elaborada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal, 53,4% da população do DF se declara negra, parda, ou mulata. Essa parcela recebe em torno de 65% de renda a menos do que aquelas que se declaram branca ou amarela.
Denúncias - Em 2012, foram registrados 402 casos de injúria (quando há humilhação e são usadas palavras de ofensa) e sete de racismo (quando há o impedimento do uso de direitos previstos em lei).
O presidente do Conselho de Negras e Negros do DF e Entorno, José Antônio Ventura, acredita que o serviço é um avanço nas políticas públicas voltadas para essa parcela da sociedade. “Nós, população negra, somos oriundos de uma opressão em que não temos o direito à voz. Essa ação mostra um novo olhar do governo para que as denúncias sejam apuradas e que nós possamos ser ouvidos e reconhecidos pelo governo como maioria.”
Disque Racismo – O serviço é prestado de segunda a sexta feira, das 7 às 19, e aos sábados, domingos e feriados, das 8 às 18. O atendimento é feito por 30 telefonistas treinados para orientar a vítima, que deve registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. A ocorrência será encaminhada automaticamente à Sepir. O órgão oferecerá, por meio de parceria com as defensorias públicas de todas as regiões administrativas, auxílio psicológico e jurídico com profissionais especializados.
Além disso, caso seja necessário, a vítima receberá auxílio em áreas como Saúde, Educação e Assistência Social. Para isso, foi criado um comitê que trabalhará com integrantes das secretarias de Saúde, Educação, Justiça e Direitos Humanos, Desenvolvimento Social e Transferência de Renda e Cultura.
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