terça-feira, 4 de junho de 2013

PALESTRA: “O MUNDO FALAVA ÁRABE: A CIVILIZAÇÃO ÁRABE-ISLÂMICA CLÁSSICA ATRAVÉS DA OBRA DE IBN KHALDUN E IBN BATTUTA”



O Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA) e o
Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro
convidam para mais uma sessão do EncontrÁfrica, com a palestra:


“O MUNDO FALAVA ÁRABE:
A CIVILIZAÇÃO ÁRABE-ISLÂMICA CLÁSSICA ATRAVÉS DA
OBRA DE IBN KHALDUN E IBN BATTUTA”

com a Prof.ª Dr.ª Beatriz Bissio
Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense
Professora de Ciência Política – IFCS - UFRJ

06 de junho de 2013, quinta-feira
Horário: 18h
Instituto de História da UFRJ
Largo de São Francisco nº1 – Centro
Rio de Janeiro, RJ, sala 113

Professora Adjunta e Diretora substituta do Depto. de Ciência Política do IFCS/UFRJ. Doutora em História (Universidade Federal Fluminense, UFF, Brasil.) Título da pesquisa: Percepções do espaço no Medievo Islâmico. O exemplo de Ibn Khaldun e Ibn Battuta. (Indicada para o Prêmio ANPUH 2010 pelo PPGH/UFF e publicada pela Editora Civilização Brasileira com o nome "O mundo falava árabe".) Graduada em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Como correspondente de vários meios de comunicação latino-americanos e como fundadora, diretora e editora das revistas Cadernos do Terceiro Mundo (1974-2006), Ecologia e Desenvolvimento (1991-2006) e Revista do Mercosul (1992-2006), percorreu, ao longo de três décadas, a América Latina, África e Ásia, em particular o Oriente Médio, e fez a cobertura de momentos marcantes da história contemporânea como a guerra de libertação e a independência de Angola e Moçambique, a luta contra o apartheid na África do Sul, o conflito árabe-israelense, a guerra no Líbano, a questão do Iraque, as Conferências do Movimento Não Alinhado e da ONU (Beijing sobre a Mulher, etc). Uruguaia, naturalizada brasileira, morou na Argentina, Peru, México e Portugal.

Confere-se certificado de ouvinte.


I ODARAH BAZAR: TURBANTES - ACESSÓRIOS - NAGÔ - MODA


O Ateliê da Colares D'Odarah tem o prazer enorme de convidar a todos vocês pra Edição Premiere do Bazar Odarah!

Esse projeto é a concretização da ideia de potencializar afroempreededores da moda.

As marcas que formarão nosso time permanentes de expositores serão a Mme. Conchita, da estilista Graci Felix e a Prettobásico, do estilista Marcio Vaz. Pra fortalecer a parceria, teremos o artista das tranças nagô, Emanoel dos Reis e sua equipe de make up, pra deixar nossas clientes ainda mais lindas.

Em todos os meses, contaremos com a presença de empreendimentos convidados, para mostrarem aos nossos clientes seus trabalhos. E nessa nossa primeira edição contaremos com a presença luxuosa de Dona Krioula, Michelle Fernandes, idealizadora da Boutique de Krioula, grife paulistana especializada em turbantes e acessórios afros.
O Ateliê D'Odarah oferece um confortávell e aconchegante espaço para muito bem receber seus clientes e amigos. Super bem localizado - no coração do Centro do Rio de Janeiro, no charmoso Largo da Carioca - ao lado da Cinelândia e seu imponente Teatro Municipal e dos bairros da Lapa e Glória. Temos máquina de cartão de crédito e débito com todas as bandeiras, para tornar suas compras mais rápidas e seguras.

A presença de TODOS vocês é de extrema importância! Venham passar uma tarde de bons encontros e beleza estampada nos sorrisos!

Entrada Gratuita!

Com carinho,

Fabíola Oliveira
Criação Colares D'Odarah
21 8291-4395
21 3529-0784


III ENCONTRO FLUMINENSE DE JUVENTUDE NEGRA








CULTURAS AFRO & INÍGENA NAS ESCOLAS






SEXTAS DA CASA: PRETIDUDE & RODRIGO FERREIRA






ESPAÇO CHARME CONVIDA: ENCONTRO DE CHARMEIROS







CHARME DA GAMBOA





 



ENCONTRO COM O ARTISTA NO MUSEU AFRO BRASIL: OSWALDO DE CAMARGO






segunda-feira, 13 de maio de 2013

SAMBA DE RODA NEGA DUDA - VIRADA CULTURAL DE SÃO PAULO










SEMINÁRIOS AFRO MANDINGUE - TOUR SUDAMÉRICA 2013 - BRASIL








EXPOSIÇÃO: TRAJETÓRIA MUSICAL FELA KUTI - O Design Gráfico dos LP'S



Museu Afro Brasil - São Paulo

41 capas de discos da trajetória musical de Fela Kuti serão expostas no Museu Afro Brasil a partir de 18 de maio.


As capas de disco revelam a Nigéria dos anos 70 e 80, sua música e protestos, além da criação gráfica de Fela Kuti e de Lemmi, artista nigeriano que traduziu o conceito musical de Fela graficamente.



Exposição: “Fela Kuti. A gráfica dos discos”
Abertura dia 18/05/13 – 13h
Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera - Portão 10
São Paulo / SP - Brasil - 04094 050
Fone: 55 11 3320 8900
http://www.museuafrobrasil.org.br/



QUILOMBO SÃO JOSÉ DA SERRA - VALENÇA/RJ








13 de Maio: UMA DATA QUE NOS JOGOU AO LÉU




13 DE MAIO, UMA DATA QUE NOS JOGOU AO LÉU

Por Luiz de Jesus



Por mais de três séculos, o negro escravizado impulsionou a economia e serviu de base à pirâmide social brasileira; durante esse período, reações individuais e coletivas - os levantes - representaram a outra face das relações entre senhores e escravos no Brasil. Humilhação ou revolta - a dominação teve limites preciosos durante praticamente todo o período colonial.

Só no final do século XVIII, quando as idéias dos liberais europeus passaram a ser difundidas entre nós, é que se começou efetivamente a considerar a possibilidade da extinção do cativeiro.Tornaram-se comuns as grandes manifestações de rua. Repetiam-se as passeatas e comícios onde a palavra de ordem era a frase de José do Patrocínio: "A propriedade do escravo é um roubo" Finalmente, em 1888, os antiescravistas conquistaram a maioria no Parlamento.

Refletindo a nova correlação de forças, a 7 de maio de 1888 o Congresso aprovava, por imensa maioria, um projeto de lei com o seguinte texto: "Artigo 1 ° . É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Artigo 2° . Revogam-se as disposições em contrário".

Assinado a 13 de maio pela regente do trono, Princesa Isabel, o projeto transformou-se na Lei Áurea. Entretanto, ao contrário do que se esperava, a abolição não significou a emancipação efetiva da população escravizada.

Sem medidas institucionais que promovessem sua integração à sociedade, os negros foram entregues à própria sorte. Desprotegidos e discriminados, acabaram engrossando os contingentes marginalizados que se aglomeravam na periferia das grandes cidades.

Negro Soul
(Poesia de Luiz de Jesus)

Sou negro, sou alma, sou vida
Sou fruto da semente germinada
Cultivada e regada
Com lágrimas sofridas
Sou negro, sou esperança, sou história
Sinônimo de raça
Expressão de graça
Símbolo de glória
Sou gen de uma raça
Que tentaram extinguir
Contra o vírus do racismo
Lutei e estou aqui
Sou negro, sou fato, sou um ser
Tenho alma, sou humano
Frustrei todos os planos
De tentar me dissolver
Não sou uma pele negra
Nem tão pouco uma cor
Sou negro, sou gente
Que ama e quer amor
Como negro que sou
Trago marcas do passado
Mas deixo marcas no presente
Me projeto pro futuro, me libertando das correntes
Há quem diga
Que o tronco, a senzala
Hoje é memorial
Navio negreiro, foi um transporte infernal
Sou um negro, no tronco da demagogia
Levando chibatadas de hipocrisia
Preso na senzala da indiferença
E transportado no navio da ofensa
Sou um negro, atrás da minha liberdade
Sou crioulo, sou um negro de verdade
Negro soul

"E se o lutar de hoje não apresentar luz a liberdade e a igualdade, pelo menos temos que deixar acesa aos nossos descendentes o iluminar da luta que Zumbi iniciou. Temos que ter consciência......e que ela não deve ser apenas Consciência Negra, mas sim ser uma Consciência Humana, Diária e Contínua. Pois o ser humano não se faz pela cor da sua pele, e sim, através de um caráter irrepreensível construído sobre o forte fundamento da família, da sua história e da educação".

 

13 de Maio...








MÃE ...



A Mãe é ouro, o Pai é vidro." diz um ditado Yorubá.


O papel da mãe é extremamente importante dentro da sociedade africana. O papel feminino se baseia em torno da idéia de que a mulher em princípio pode e deve gerar filhos. A forma que utilizar para cuidar dos seus filhos demonstrará a todos, a sua paciência, gentileza, suavidade e persistência, e com esta atitude, formará um estreito relacionamento com os seus filhos, o que terminará por proporcionar um forte laço maternal nessa cultura.

O Ashanti considera o vínculo entre mãe e filho como a pedra angular de todas as relações sociais. Eles consideram-na como uma relação moral que é absolutamente obrigatória. Uma mulher Ashanti não mede o trabalho que faz por seus filhos. Especialmente para os alimentar, vestir e educa-los, ela trabalha duro. Ela às vezes até aborrece o marido para certificar-se de que ele realiza fielmente os seus deveres como guardião legal da criança. Nenhum trabalho é demasiado exagerado para uma mãe Ashanti realizar, ela em contra-partida, exige de seus filhos a obediência e o respeito afetuoso. Nessa sociedade, mostrar qualquer desrespeito a uma mãe é o equivalente a cometer um sacrilégio.

Fonte: - Amadiume, Ifi. Re-Inventing Africa: Matriarchy, religion and culture.
Yalodê Originalidades Nagô